sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sempre tarde demais


É como se todos os dias fossem o mesmo
Os mesmos odiosos minutos em que te relembro
Uma e outra e outra vez
Até que a minha cabeça
Parece perdida nesse turbilhão revolteante
Nesse carrossel imparável
Nessa tua imperfeita muralha que me emudece
Me revolta e revolve cada átomo do meu ser

Parece que estaquei a luz de um sol desconhecido
Que algo semelhante a raiva e a dor se descontrolam enraivecidas
Que os sentimento fora de controlo me chicoteiam
E se revoltam como mil ondas de tempestade

Tentei tantas vezes escapar a este pesadelo
Tantas vezes procurei que visses o grande e negro buraco que deixas-te
Bem no âmago soturno do meu peito
Tantas vezes menti, omiti e procurei esconder este meu descontrolo

É como se não fosse eu no espelho
Não fosse eu este estúpido autómato que ainda vive em função de ti
E da labilidade das tuas idas e voltas revolteantes
Mas é tarde demais, sempre tarde demais…

Sem comentários: