
Demoliste-me a verdade
De que perenes vontades é feito o templo da tua alma?
De que breves anseios que passam
Passam mais leves e mais rápidos
que os zéfiros da compaixão da minha alma…
Porque regras inumanas se regem as asas dos anjos?
Para quê assaltares-me com infames mentiras…
Para quê tomar de assalto um coração…
…Adormecido…
Para quê sobressalta-lo com blasfémias…
…com mentiras…
Para isto?
Para virares as costas
e levar contigo o som do roçar das tuas asas?
E deixar em escombros minha passagem?
Para mutilar incessantemente a minha vida
deixar em cacos o que me resta?
Estilhaços, não olhes para trás,
Os pedaços de gelos já se desfazem na rugosa lama que recobre o chão…




