terça-feira, 7 de outubro de 2008

A fénix... ainda não voou


Como posso encontrar-te se não te procuro
Como perder-te se não te tenho
Como perder-me se não saio do sitio
É estranha esta forma de ser
Ser, estar, pensar
Estranha forma de ser… estranha.

Quão revoltada posso ser
Sou tão parva
Não consigo controlar este reles temperamento ignóbil
Nem a ignobilidade deste meu coração perene.

Das cinzas todas as Fénix renascem
E leva-as o vento quando morre a devoção
Minha devoção já tem seu réquiem
Teu fantasma ainda me assola
Mas a Fénix ainda não voou… Porque não?

Atlas


Como permitir que possas desaparecer
Das encostas desamparadas do meu postal
Esse teu ser áureo, pétreo, estátua de gelo…
Lembras-me Atlas
Carregando o céu às costas
Suportando o seu peso
O peso absurdo que paira esmagadoramente
Sobre os teus leves devaneios…
Esmagas-me a alma
O coração vazio de ser
Levas-te tudo de mim… até a saudade…