
Esculpo em mil estrelas os nossos dias de glória
Continuo a perguntar-me como sobrevivo sem ti
Como continuam os dias a passar se não estas a meu lado
Como continuo eu aqui,
sentada frente a estas velhas notas,
A ser capaz de escrever sobre ti e o que sinto…
Por vezes as lágrimas assolam-me a face
Não consigo conte-las…
Mas magoam mais o coração e a alma
Que os olhos cansados
E eu não sou capaz de as esconder…
Queria atirar para a arca dos pesadelos
tudo o relembro de ti
Fazer de todas as memórias uma recordação baça
Fazer delas uma recordação incólume e incapaz de me magoar
Mas elas insistem em ficar marcadas a fogo
na minha pele e na minha memória
e em todos os meus sentidos…
Meu corpo e minhas mãos reclamam pelas tuas
E eu continuo a agir como um autómato em função de ti.
Devia fechar e bater todas as portas,
Mudar de mundo
Esquecer-te e esquecer o que significas
Esquecer que algum dia exististe
Mas não sou capaz…
Porque todos os punhais que mutilaram o meu coração
ainda lá estão, bem cravados,
Porque por mais que ele queira renascer a
esperança apenas foi capaz de ajudar a cravar
as laminas dos punhais mais fundo.
E ao olhar para o que escrevo
sei que nunca serei capaz de fazer justiça a ti
nem ao que sinto, nem ao que fomos…
Mas continuo a desperdiçar tempo e papel
e tinta e caneta e suor e lágrimas
para encontrar uma forma de ser eloquente
ao ponto de especificar como te amo
e que nunca deixei de te amar…
Mas esta folha, como tantas outras,
vai ter como destino o canto mais recôndito e escondido,
para que não saibas que não fui capaz de seguir em frente
e de aceitar que te perdi…
Continuo a perguntar-me como sobrevivo sem ti
Como continuam os dias a passar se não estas a meu lado
Como continuo eu aqui,
sentada frente a estas velhas notas,
A ser capaz de escrever sobre ti e o que sinto…
Por vezes as lágrimas assolam-me a face
Não consigo conte-las…
Mas magoam mais o coração e a alma
Que os olhos cansados
E eu não sou capaz de as esconder…
Queria atirar para a arca dos pesadelos
tudo o relembro de ti
Fazer de todas as memórias uma recordação baça
Fazer delas uma recordação incólume e incapaz de me magoar
Mas elas insistem em ficar marcadas a fogo
na minha pele e na minha memória
e em todos os meus sentidos…
Meu corpo e minhas mãos reclamam pelas tuas
E eu continuo a agir como um autómato em função de ti.
Devia fechar e bater todas as portas,
Mudar de mundo
Esquecer-te e esquecer o que significas
Esquecer que algum dia exististe
Mas não sou capaz…
Porque todos os punhais que mutilaram o meu coração
ainda lá estão, bem cravados,
Porque por mais que ele queira renascer a
esperança apenas foi capaz de ajudar a cravar
as laminas dos punhais mais fundo.
E ao olhar para o que escrevo
sei que nunca serei capaz de fazer justiça a ti
nem ao que sinto, nem ao que fomos…
Mas continuo a desperdiçar tempo e papel
e tinta e caneta e suor e lágrimas
para encontrar uma forma de ser eloquente
ao ponto de especificar como te amo
e que nunca deixei de te amar…
Mas esta folha, como tantas outras,
vai ter como destino o canto mais recôndito e escondido,
para que não saibas que não fui capaz de seguir em frente
e de aceitar que te perdi…

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