domingo, 17 de fevereiro de 2008

E aí volta o teu olhar


Uma vida não basta para descrever o que sinto
Uma vida não basta para que todas as flores
desta primaveras floresçam e acabem por morrer
A eternidade do teu olhar
ainda as corteja em pequenos lampejos,
fazendo-as renascer no âmago do seu ser…

Quando te olho contagia-me a vontade de viver
o teu olhar, quente, terno, sincero…
Pergunto-me se quando pela primeira vez o encontrei
teve a mesma intensidade em mim
e sei que sim…
E apercebo-me que foi realmente há muito tempo
se calhar tempo até demais
que continuas a magnetizar-me
que consegues continuar a impressionar-me com ele….
Quanta profundidade…

Mas como a perfeição nunca foi um dado ganho
numa vida de confusão, estranha como é a minha,
Esse olhar caloroso nunca deixou de ser isso mesmo
Só um olhar com que brindavas, em alguns momentos,
a minha electricidade continua a esmorecer
por falta de corrente tua…
Os nossos cruzamentos de olhares
nunca tiveram a mesma intensidade
não que eu não gostasse que a tivessem…

E continuo a tentar mentalizar este coração que
por mais que a vida dure nunca seremos um só
seremos como duas almas serenas
que percorrem duas linhas paralelas
sem nunca se tocar em qualquer ponto…

E aí volta o teu olhar…

Sem comentários: