sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Posso tocar com os dedos


Hoje vou-me livrar do teu ser
Vou exorcizar cada lembrança de ti
Vou ver-me livre do que sinto
Vou limpar a minha alma de tudo o resto
Fazer de conta que não existes…

Estas marcas que deixas-te
São como que dores que posso tocar com os dedos
Em que a minha alma fica mais frágil
Em que eu própria fico vulnerável
Ao ponto de poder ir-me e por fim cair…

Hoje vou bater a portar
Ser extremista ao ponto de mudar de mundo
A tela está limpa, sem tinta…
Hoje tenho direito de fazer um risco firme no meu quadro
Amanhã será outro dia em que terei que aprender a renascer…

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