
Partilho de forma aleatória, desproporcional o meu tempo
Entre ti e o teu ser
e o que fazer para arrancar ao teu ser a solidão de ti
Tentando entender as coisas desconexas
que queres que entenda,
Perdida entre os pedaços
dessa tua vida despedaçada,
dessa forma atormentada de ser.
Talvez se não fosse um problema de coração
Conseguisse que essa tua altruísta alma
me desse um pouco mais de tempo para colar os seus pedaços
rasgados por uma espécie de sentimento indefinido
esguio e omnipresente
como as brisas atroantes desse gélido inverno que ostentas.
Os laivos da tua alma ainda te rasgam os olhos
como gritos cortantes
por mais escuros que eles sejam, castanhos
tem a profundidade de um abismo a que permaneces aprisionado
agarrado por recordações e medos
e pela solidão de uma efémera história de vida perene.

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