
Efemeridade, raio de vida
Passa tão depressa
Tão cheia de nadas
Tão cheia de vazios
Tão cheia de tristezas
De adeus…
Em que raio de vida me meti
Por que raio de meandros
atravesso eu sozinha
Não é desespero,
Não é ódio ou raiva
É o assalto da mais pura das melancolias
Da triste percepção de mim a mim própria
De um tipo de mistério que nem eu percebo
De algo que não sonho algum dia entender
Petrificada pela minha anedonia
Pela minha falta de vontade
de querer, de ser, de tudo…
Simplesmente farta de tudo o que me traz
este nada vazio de vida…

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