sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Realidade minha


Parecia um sonho, só um sonho
Eu, um anjo negro, desfeito,
acorrentado ao que de mais soturno
vive dentro de mim
Parecia só mais um negro pesadelo
Daqueles que nos fazem morrer por dentro
Mas no fim nos deixam acordar…

Parecia um esgar
Parecia que teria fim
Que me deixaria sobreviver ilesa

Parecia que ia desaparecer, desagregar-se
Quando eu abrisse os olhos todas a muralhas teriam caído
Todos os sonhos estariam intactos
Nada mais haveria para mandar para a arca
que um sonho mau digno de uma longa insónia
E eu seguiria ilesa…

Mas nem tudo pode ser um sonho
E esta é a minha realidade…

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