
Palavras de amor?
Porque não sei falar de amor?
Porque transpareço tristeza e ódio em cada linha
Porque?
Porque se torna cada ode e cada cantar numa homenagem a tristeza
À desarmonia de um fado incompleto?
Porque se limitam os meus horizontes ao olhar sofredor
À imagem de um ser que nunca mereceu sequer a minha pena
Tal como nunca mereceu o meu amor?
Porque continuo eu pregada a essa imagem
que nunca foi capaz de fazer do amor
algo que valha a pena, algo maior…
De que vale seres meu dono se me desprezas
De que vale suspirar-te se me olhas apenas
como algo que não sei se ainda quero ser?
De que vale não te esquecer se só me lembras
como uma forma de alcançar o que queres?
De que vale amar-te se não me desejas
De que vale pintar-te se mutilas a perfeição do meu quadro
De que vale não te esquecer se nunca me lembras
De que vale seguir as orbitas dos teus olhos se estas me olham de relance
Só para certificar a manutenção da minha presença
Odeio-te por amar-te
Martirizo-me por não te esquecer
E ainda assim persigo algo condenado ao esquecimento
Porque não sei falar de amor?
Porque transpareço tristeza e ódio em cada linha
Porque?
Porque se torna cada ode e cada cantar numa homenagem a tristeza
À desarmonia de um fado incompleto?
Porque se limitam os meus horizontes ao olhar sofredor
À imagem de um ser que nunca mereceu sequer a minha pena
Tal como nunca mereceu o meu amor?
Porque continuo eu pregada a essa imagem
que nunca foi capaz de fazer do amor
algo que valha a pena, algo maior…
De que vale seres meu dono se me desprezas
De que vale suspirar-te se me olhas apenas
como algo que não sei se ainda quero ser?
De que vale não te esquecer se só me lembras
como uma forma de alcançar o que queres?
De que vale amar-te se não me desejas
De que vale pintar-te se mutilas a perfeição do meu quadro
De que vale não te esquecer se nunca me lembras
De que vale seguir as orbitas dos teus olhos se estas me olham de relance
Só para certificar a manutenção da minha presença
Odeio-te por amar-te
Martirizo-me por não te esquecer
E ainda assim persigo algo condenado ao esquecimento

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