
Não gosto de te ver sofrer
Tenho pena de não ser o que procuras
nesses recônditos escuros de alma
Tenho pena que por onde caminhas
deixes apenas livre o trilho para a solidão,
que cortejes o abismo sozinho,
que tenhas abandonado as tuas asas…
Por onde caminhas tu meu anjo?
Por que vales desterrados,
por que desertos, demónios…
Canta-te a tua sereia no vazio do teu ser
Uma negra sinfonia de espectros de alma
E tu afundas-te com essa sereia no mais escuro dos mares
onde a luz se deixou matar por mil espelhos de desespero.
Haverá sempre uma Fénix capaz de voar?
Haverá sempre um anjo capaz de cantar?
Que raio de vida… que estranho soar…
Como se encanta quem sabe encantar?
Como se conforta quem deixou de sonhar…
Tenho pena de não ser o que procuras
nesses recônditos escuros de alma
Tenho pena que por onde caminhas
deixes apenas livre o trilho para a solidão,
que cortejes o abismo sozinho,
que tenhas abandonado as tuas asas…
Por onde caminhas tu meu anjo?
Por que vales desterrados,
por que desertos, demónios…
Canta-te a tua sereia no vazio do teu ser
Uma negra sinfonia de espectros de alma
E tu afundas-te com essa sereia no mais escuro dos mares
onde a luz se deixou matar por mil espelhos de desespero.
Haverá sempre uma Fénix capaz de voar?
Haverá sempre um anjo capaz de cantar?
Que raio de vida… que estranho soar…
Como se encanta quem sabe encantar?
Como se conforta quem deixou de sonhar…

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