sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Desejos de Incongruência


Solidão a sós contigo
A avassaladora réstia do saber
Quão inválido é o castigo
De te crer sem te querer
Assolam-me teus braços a alma
Assolas-me todo o meu ser
Roubas-te indefinidamente a calma
De te ser sem te querer

Como quero sem querer teu ser
Como me assola tua lembrança
Porque loucuras de querer
Reacendes-te em mim esta esperança

Fui prisioneira sem o querer ser
Amarras-me a alma, o corpo, o querer
Como ser tua sem o ser
Como querer-te sem saber o teu querer

Borboletas, fervores, novo ser
E que quero eu sem querer
Como quero eu sentir e parecer
Que já não te quero continuando a querer

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